1ª parte BRASÃO, poema 3: ULISSES

 "O mito é o nada que é tudo.

O mesmo sol que abre os céus

É um mito brilhante e mudo -

O corpo morto de Deus,

Vivo e desnudo.


Este, que aqui aportou,

Foi por não ser existindo.

Sem existir nos bastou.

Por não ter vindo foi vindo

E nos criou.


Assim a lenda se escorre

A entrar na realidade,

E a fecundá-la decorre.

Em baixo, a vida, metade

De nada, morre."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

2ª parte MAR PORTUGUÊS, poema 21: HORIZONTE

1ª parte BRASÃO, poema 2: O DAS QUINAS

1ª parte BRASÃO, poema 1: O DOS CASTELOS