2ª parte MAR PORTUGUÊS, poema 31: PRECE

 "Senhor, a noite veio e a alma é vil.

Tanta foi a tormenta  a vontade!

Restam-nos hoje, no silêncio hostil,

O mar universal e a saudade.


Mas a chama, que a vida em nós criou,

Se ainda há vida ainda não é finda.

O frio morto em cinzas a oculou:

A mão do vento pode erguê-la anda.


Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -,

Com que a chama do esforço se remoça,

E outra vez conquistaremos a Distância -

Do mar ou outra, mas que seja nossa!"

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