3ª parte O ENCOBERTO, poema 43: ANTEMANHÃ

 "O mostrengo que está no fim do mar

Veio das trevas a procurar

A madrugada do novo dia,

Do novo dia sem acabar;

E disse: «Quem é que dorme a lembrar

Que desvendou o Segundo Mundo,

Nem o Terceiro quer desvendar?»


E o som na treva de ele rodar

Faz mau o sono, triste o sonhar,

Rodou e foi-se o mostrengo servo

Que seu senhor veio aqui buscar.

Que veio aqui seu senhor chamar -

Chamar Aquele que está dormindo

E foi outrora Senhor do Mar."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

2ª parte MAR PORTUGUÊS, poema 21: HORIZONTE

1ª parte BRASÃO, poema 2: O DAS QUINAS

1ª parte BRASÃO, poema 1: O DOS CASTELOS